Quarta, 14 de abril de 2021
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Cidades

23/02/2021 às 19h12 - atualizada em 23/02/2021 às 20h08

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Da Redação

Belém / PA

Moradores de Ajuruteua denunciam que estão sendo remanejados sem ordem judicial. Vídeos
Argumentam que os terrenos pertencem à União e não ao Município
Moradores de Ajuruteua denunciam que estão sendo remanejados sem ordem judicial. Vídeos
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Há tempo que o Bragança Hoje Online vem recebendo denúncias de despejo ilegal  de moradores na orla da praia de Ajuruteua. Diante disto, resolvemos ouvir as duas partes envolvidas, ou seja os denunciantes e a prefeitura que é a responsavel pelas obras.




Para alguns envolvidos a movimentação não teria legalidade por não haver respaldo suficiente da justiça, em razão dos fatos que estão acontecendo. Para outros, deveria haver a mediação de órgãos federais, uma vez que as áreas são terras de marinha, pertencentes à União, a prefeitura portanto não teria competência suficiente para tal.
O objetivo da reportagem da reportagem é no sentido de elucidar os acontecimentos, uma vez que procuramos a assessoria de comunicação e não recebemos resposta, entretanto ouvimos a Defesa Civil participante do processo, na tentativa de esclarecer.
Esperamos que outras autoridades do município também possam colaborar para melhores esclarecimentos e ajudar sobre o assunto.


PELO LADO DOS MORADORES



Muitos imóveis de moradores que vivem na frente da praia de Ajuruteua vêm sendo derrubados por determinação da Prefeitura, onde o espaço está sendo aterrado para ser urbanizado com o término de construção da obra do muro de contenção.


Porém muitos moradores estão denunciando a falta de comunicação, onde muitos deles não teriam sido notificados e que quando chegaram em suas casas, elas já estavam todas desmontadas e os materiais jogados ao chão.


Nossa equipe de reportagem esteve na manhã desta terça-feira (23), na praia de Ajuruteua, onde ouvimos moradores e empreendedores, que estão se sentindo prejudicados com a ação da prefeitura.


A moradora Rosimeire Silva, manifestou sua indignação com todo o caso, "Eu venho expor a minha indignação diante dessa situação desumana que estamos passando aqui, sou moradora de Castanhal e tenho casa aqui na praia, 'tinha na verdade', todo fim de semana eu venho pra casa, que foi comprada com muito suor. Simplesmente várias pessoas sem nenhuma identificação e sem equipamentos de proteção arrombaram minha casa, quebraram minhas coisas e jogaram meus móveis igual lixo, dentro de uma caçamba da prefeitura e disseram que estou irregular. Não estou irregular e não não veio até mim nenhuma notificação de juiz, até porque eu não me recuso a sair, muito pelo contrário, se precisar fazer uma orla e o melhor pra cidade eu também concordo  com o melhor para Ajuruteua" - adiantou


Prosseguiu - "Mas desde que não prejudiquem os próximos. Mas não eu chegar aqui, e encontrar minha casa nessa situação, toda quebrada, minhas coisas jogadas em uma caçamba e levadas a um depósito, e se eu quiser buscar minhas coisas tenho que procurar ainda a justiça, para provar que as coisas são minhas. Meus vizinhos receberam uma diária para fazerem isso, mas muitos vizinhos não quiseram compactuar com essa desumanidade"


Sou mãe de família, eu trabalho e tudo que consigo é com bastante suor, eu consegui ter a minha casa e minhas coisas. Eu falei que a hora que precisasse eu sairia sim, mas a prefeitura de Bragança em plena época de pandemia vem pagar para terceiros uma diária para destruírem toda a minha casa, é revoltante e cruel," concluiu.



O LADO DA PREFEITURA


Diante de todo o caso, procuramos a Defesa Civil de Bragança, que é responsável pela obra, onde o coordenador Ubiranilson Oliveira, falou do caso.


"Estamos concluindo a obra de contenção da praia de Ajuruteua, hoje com 95% de conclusão. Temos que concluir o aterro, as pessoas que visitam a praia percebem que aqueles espaços onde estão as casas, está enchendo de água e estamos próximos das grandes águas de março, então temos que concluir o aterramento" - adiantou


"Nessa primeira etapa nós remanejamos os moradores, não estamos destruindo nada, pelo contrário, estamos apoiando os moradores nas retiradas dos móveis e no processo de desmontar as casas. Destas aproximadamente  100 casas que a gente vêm desmontando, nós encontramos somente dois problemas, um é uma casa que o dono mora no estado de Minas Gerais, e hoje a esposa do proprietário veio aqui e se comprometeu em 15 dias resolver o problema. O outro mora em Belém" - continuou


A Uniao cedeu o espaço, que nem isso elas tinham lá na frente, não tem documento das terras, mas que agora a União irá dar os documentos desses terrenos. Em um futuro bem próximo se concluirmos o processo de contenção, e chegar na urbanização que é um outro processo a gente garante também o trabalho e a renda dessas pessoas de forma humana. É por isso que a população de Ajuruteua apoia a obra," concluiu.



A conclusão da obra está prevista para ser entregue no dia 25 de março, faltando pouco mais de um mês para a possível entrega.

FONTE: Bragança Hoje Online

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